Este ano foi sobrenatural. Foi o mais bizarro e assustador, mas ao mesmo tempo o melhor. Aconteceram as coisas mais anormais deste mundo e foi o ano em que me senti mais fraca. Fui, sem dúvida alguma, ultrapassada pelos meus sentimentos. Eles ganharam uma força tremenda, e eu, vivenciei cada momento com toda a emoção que tinha. Ainda assim, foi o melhor ano da minha vida. Foi o ano em que me senti mais sincera comigo e com os outros. Aprendi a lidar melhor com todos os comentários das pessoas! Sinto-me na verdade, uma melhor pessoa !
Comparando-me com a pessoa que fui no 5º ano, dá-me vontade de rir. Eu era tão ingénua, tão criança e até mesmo pateta. Era extremamente influenciável. E apesar disso, era tão feliz. A vida era tão simples, tão... fácil!
Agora as coisas mudaram, eu cresci, as pessoas cresceram. Já não sou tão ingénua. Mas ainda sou uma criança. Ainda me sinto uma criança, e adoro ser assim. Sou uma criança no sentido em que consigo desfrutar de cada momento o melhor possível. E sou feliz assim !
Num plano muito geral deste ano, posso dizer que foi fantástico. Conheci as melhores pessoas do mundo, afeiçoei-me a elas e criei laços mais profundos com pessoas que já conhecia. Tive os meus problemas, como todos. E não vou dizer que estou grata por eles porque me fizeram crescer, não vou agradecer uma coisa que não aceito! Mas sei que podemos retirar algumas coisas boas das maiores desgraças, mesmo que essas coisas sejam mínimas. Pelo menos, eu tento retirar.
Sempre me faz sentir grata por algumas coisas, e eu gosto de ser capaz de me sentir grata por algo.
domingo, 19 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Momento
Por vezes, sinto-te tão perto de mim que podia jurar que tínhamos a eternidade pela frente. Consigo sentir esse teu doce perfume e se me esforçar vejo a tua alma a transparecer. Naquele momento, não há mais falsas juras, não há frases feitas, discursos forçados. Não há mais sorrisos hipócritos, olhares com maldade. Somos só nós os dois, sozinhos numa multidão, na mais verdadeira forma do ser.
Naquele momento, sinto-me uma verdadeira criança, a rir o mais verdadeiramente possível, e quase que consigo jurar que fomos feitos um para o outro. O tempo passa, mas não para nós. Nós permanecemos no mesmo sítio, alheios ao mundo, onde nos concentramos nas nossas trocas de olhar, na troca de carinhos e assistimos à libertação de palavras cuja importância, neste momento, é mínima. Exprimimo-nos pelas mais básicas formas de expressão, transmitindo sinais que nem sequer conseguimos descodificar. Não precisamos.
O tempo passa, mas nós permanecemos ali. Como duas crianças à espera de algo, mas que não sabem bem o quê. Milhares de pensamentos atacam a nossa mente, e a nossa pulsação acelera. Não há razão para tal mas não questionamos. Aquele sentimento é tão bom que a cada batida é mais um sorriso que somos forçados a exprimir.
Depois tens que ir embora, mas isso não me entristece.
Naquele momento, eu fui tua e tu foste meu...
Naquele momento, sinto-me uma verdadeira criança, a rir o mais verdadeiramente possível, e quase que consigo jurar que fomos feitos um para o outro. O tempo passa, mas não para nós. Nós permanecemos no mesmo sítio, alheios ao mundo, onde nos concentramos nas nossas trocas de olhar, na troca de carinhos e assistimos à libertação de palavras cuja importância, neste momento, é mínima. Exprimimo-nos pelas mais básicas formas de expressão, transmitindo sinais que nem sequer conseguimos descodificar. Não precisamos.
O tempo passa, mas nós permanecemos ali. Como duas crianças à espera de algo, mas que não sabem bem o quê. Milhares de pensamentos atacam a nossa mente, e a nossa pulsação acelera. Não há razão para tal mas não questionamos. Aquele sentimento é tão bom que a cada batida é mais um sorriso que somos forçados a exprimir.
Depois tens que ir embora, mas isso não me entristece.
Naquele momento, eu fui tua e tu foste meu...
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