Por vezes, sinto-te tão perto de mim que podia jurar que tínhamos a eternidade pela frente. Consigo sentir esse teu doce perfume e se me esforçar vejo a tua alma a transparecer. Naquele momento, não há mais falsas juras, não há frases feitas, discursos forçados. Não há mais sorrisos hipócritos, olhares com maldade. Somos só nós os dois, sozinhos numa multidão, na mais verdadeira forma do ser.
Naquele momento, sinto-me uma verdadeira criança, a rir o mais verdadeiramente possível, e quase que consigo jurar que fomos feitos um para o outro. O tempo passa, mas não para nós. Nós permanecemos no mesmo sítio, alheios ao mundo, onde nos concentramos nas nossas trocas de olhar, na troca de carinhos e assistimos à libertação de palavras cuja importância, neste momento, é mínima. Exprimimo-nos pelas mais básicas formas de expressão, transmitindo sinais que nem sequer conseguimos descodificar. Não precisamos.
O tempo passa, mas nós permanecemos ali. Como duas crianças à espera de algo, mas que não sabem bem o quê. Milhares de pensamentos atacam a nossa mente, e a nossa pulsação acelera. Não há razão para tal mas não questionamos. Aquele sentimento é tão bom que a cada batida é mais um sorriso que somos forçados a exprimir.
Depois tens que ir embora, mas isso não me entristece.
Naquele momento, eu fui tua e tu foste meu...
quinta-feira, 9 de julho de 2009
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Tão perto e tão longe. *.*
ResponderEliminarTa lindo o texto paixao.
Acredita. Luta. Vive.
Amo-te :)
desconhecia o teu talento para escrever :)
ResponderEliminarMuito bonito cláudia. mesmo.